Na sexta-feira, o S&P 500 fechou num nível que já não atingia há algum tempo. Será que é desta que entra em bear market?

Desde 28 de fevereiro, o conflito com o Irão intensificou-se e o impacto começou a refletir-se nos preços da energia, com o gás natural na Europa a subir cerca de 50%.

O PETRÓLEO E O RISCO DE INFLAÇÃO
O petróleo também subiu, com a tensão no estreito de Ormuz e o risco de disrupções no fornecimento. Se o petróleo continuar alto durante muito tempo, pode reacender a inflação e levar os bancos centrais a manter as taxas de juro nos níveis atuais por mais tempo, ou a voltar a subir as taxas.
Além disso, Trump tem passado a ideia de que os EUA estão preparados para manter a guerra durante mais tempo. No entanto, quando usa uma retórica de guerra longa e insiste que os EUA têm capacidade para continuar, isso não quer dizer necessariamente que queira um conflito prolongado.
Também pode servir para aumentar a pressão sobre o Irão. Quando essa retórica se intensifica, os mercados começam a descontar um cenário mais grave: o petróleo dispara e cresce o receio de aumento da inflação.
A LÓGICA DE TRUMP
Um conflito prolongado entra em choque com os objetivos de Trump: paz, inflação mais baixa e energia mais barata. Por isso, não ficarei surpreendido se, quando quase todos já estiverem preparados para o pior cenário, começarem a surgir sinais de negociação.
CONCLUSÃO
Como já mostrámos noutras publicações, mesmo durante a Segunda Guerra Mundial o mercado acabou positivo. Por isso, apesar de ser um cenário grave, é importante manter prudência e evitar decisões tomadas por impulso.







