É impressionante a quantidade de conteúdos alarmistas que circulam nas redes sociais, principalmente quando o mercado cai. Parece que, de repente, toda a gente é especialista em prever crises.

Mas pior do que tentar causar pânico, é tentar vender um produto ou serviço depois de causar medo. Qualquer empresa que tens em carteira vai cair bastante em determinados momentos. Isso faz parte do processo de investir.

As empresas mais sólidas que tenho em carteira também já foram evitadas, em fases em que a narrativa afastava a maioria.
CONTEXTO VS. ANÁLISE TÉCNICA
Às vezes, tecnicamente, parece que tudo aponta para uma continuação da queda. Mas a minha decisão de manter não vem da análise técnica, vem do contexto e dos fundamentos. Quando conheces bem os ativos que tens em carteira, consegues distinguir melhor ruído de mudanças reais. É por isso que é tão importante compreendê-los bem.
REVISÕES DE ESTIMATIVAS
As estimativas dos analistas têm sido revistas em alta, e historicamente isso não coincide com quedas prolongadas no mercado.
INFLAÇÃO EM MÍNIMOS
Os dados da inflação são divulgados amanhã, mas segundo a Truflation a inflação está em mínimos, podendo ficar abaixo das estimativas dos analistas. A Truflation aponta para um TruCPI-US de 0,74%, enquanto o BLS reportou 2,70%.
Se analisarmos o período entre 1997 e 2000, a inflação começou a descer gradualmente a partir de 1997, atingindo o ponto mais baixo em 1998, altura em que ocorreu uma subida épica do S&P500.
PUT/CALL RATIO
Neste momento, o put/call ratio mantém-se abaixo da linha de equilíbrio e mostra um posicionamento ainda relativamente complacente por parte dos investidores, sem sinais de procura agressiva por proteção que normalmente antecedem correções mais profundas ou fases iniciais de bear market.
O mercado é imprevisível e pode cair a qualquer altura, mas é precisamente nesses momentos que ignorar o ruído e olhar para o contexto e fundamentos faz a diferença.













