Resumo rápido
- A subida do S&P 500 está cada vez mais concentrada nas mega caps, alimentada pelos ETFs passivos.
- Os resultados do Q1 2026 foram fortes (83% bateram estimativas), mas parte veio de efeitos pontuais.
- Sem esses efeitos, o crescimento do EPS seria ~17%, ainda assim sólido.
Temos falado muito sobre isto nos últimos meses. Muitos pensaram que era um exagero… Mas agora está a acontecer.

Uma subida concentrada nas mega caps
Esta subida do índice está cada vez mais concentrada nas maiores empresas de tecnologia e IA. Algumas mega caps continuam a puxar o S&P 500 para novos máximos, enquanto muitas outras ficam para trás.

O papel dos ETFs passivos
Cada vez mais dinheiro entra em investimentos passivos, como ETFs que replicam índices. Como estes dão mais peso às maiores empresas, parte relevante desse capital acaba nas mega caps.

Muitas empresas estão a antecipar encomendas para se protegerem de atrasos e possíveis aumentos de preços. Isto cria mais procura por matérias-primas, componentes, transporte e capacidade industrial.

Resultados do Q1 2026
Já divulgaram resultados 440 empresas do S&P 500 (88% do índice). Dessas, 83,2% superaram as expectativas, bem acima da média de longo prazo de 67,3%.

Apesar dos bons resultados, é preciso olhar com cuidado para a origem dos lucros. Uma parte relevante veio de ganhos pontuais, benefícios fiscais ou efeitos não operacionais.
O crescimento esperado do EPS foi revisto para 28,6%. Sem os efeitos pontuais (Alphabet, Amazon e Meta), seria mais perto de 17%, ainda forte, mas menos excecional.

Podemos estar a entrar numa das fases mais épicas deste ciclo de mercado, e normalmente é nesta fase que quase ninguém acredita que o movimento pode terminar.
No IFI Premium partilho as análises, o portefólio real e as ferramentas que uso para acompanhar o mercado.













