O S&P 500 continua a atingir novos máximos. Com o índice já acima dos 7.500 pontos, o ruído à volta dos mercados aumenta: até onde poderá continuar a subir?
O FED E A LIQUIDEZ

No início de dezembro de 2025, a Fed terminou o QT — deixou de reduzir o seu balanço e de retirar dinheiro do sistema financeiro. Ao mesmo tempo, um dólar mais fraco ajudou a criar um enquadramento bastante favorável para os mercados.
Desde então, a Fed tem voltado a aumentar o seu balanço, sinal de que está novamente a injetar mais liquidez no sistema financeiro. Na prática, há menos pressão nos mercados monetários e melhores condições para o mercado acionista.

AS YIELDS E A DÍVIDA
O conflito no Médio Oriente e o bloqueio no Estreito de Ormuz fizeram subir o petróleo e aumentaram as expectativas de inflação. Isso fez as yields de longo prazo subir para níveis muito elevados.
A dívida dos EUA continua a subir e já está perto dos 39 biliões de dólares. Com estes níveis, a subida das yields começa a ter um impacto cada vez maior, porque os EUA precisam de refinanciar enormes quantidades de dívida a taxas muito mais altas.
O CATALISADOR
No entanto, depois de as yields atingirem este nível tão significativo, surgiram notícias sobre uma possível pausa de 60 dias no conflito entre o Irão e os EUA. As yields começaram a recuar.
É precisamente a queda das yields de longo prazo e do petróleo que pode servir de catalisador para uma nova perna de valorização do mercado. Como temos defendido, podemos estar a entrar numa fase épica deste ciclo de mercado.
Na última análise do IFI Premium, aprofundo esta dinâmica e explico como estou a interpretar este movimento dentro da minha tese de investimento.
Este artigo é apenas informativo e reflete opiniões pessoais. Não constitui, em caso algum, recomendação de investimento.













